Re: pública
Bodas de Caná: os símbolos insossos e exauridos “parecem” ganhar novo sabor com mágicos retoques - irônicos, oportunistas e irresponsáveis - ou seria a metáfora válida ao contrário, onde nos forçamos a apreciá-los (mesmo desagradáveis) apenas pela crença em sua validade? Enquanto isso o sol continua nascendo, as pessoas continuam morrendo, ainda carregamos algum dinheiro que prega e já nos esquecemos de tudo o que acabamos de ler. Que importa?
“Rota” do “descobrimento”
Não foi o nosso coração que começou a bater, mas a terra que tremeu sob um número maior de pés. Não é emocionante, é factual. Interesses iminentes, acidentes culturais e livros, todos errados. Provavelmente nos detestamos sob o mesmo teto, e até mesmo esse ódio fica melhor ao pôr-do-sol. A vida: é mais apreciável sob o filtro dos números.
M.I.B.: Made in Brazil
Talvez a repulsa pelo que nos difere seja resquício de uma era remota onde fomos todos clones. A natureza deste planeta nos distorce? Não… não é religião, é uma desculpa. Mesmo uma que sirva apenas para abafar as vozes alheias com o ruído rouco de um radinho. Porém as estrelas são mais visíveis quando nos falta eletricidade; pensamentos são mais audíveis quando tudo se cala, inclusive a própria boca, incapaz de engolir de volta as incoerências já vomitadas.
Alerta de spoiler
Outro dia na vida: diversas alianças representadas pelas mesmas cores, pelas mesmas formas - e alguns personagens que nos abandonam justo quando estávamos começando a gostar do show. Fatos que mudam (mas não mudam) o mundo: o desejo não é mais o de marcar uma geração, apenas de passar ileso por esta.